11/12/2016


Jantar de amigas


Sinto necessidade de escrever, narrar acontecimentos, passar vivências.
O mais difícil é começar ou acabar.
Os pensamentos passam, velozes.
Não consigo escrever a essa velocidade. Perco-me no que quero ou no que devo, e, os minutos, as horas, os dias vão passando.
O durante é fácil, a escrita avança.
Quando começo, surge a indecisão, quando acabo, surge a dúvida.
Acontece o mesmo em relação a uma festa ou a uma viagem, quero muito, divirto-me a planear, e, na hora de sair surge o aborrecimento.
Apetece-me ficar, enrolar-me no sofá, deixar o tempo passar.
Luto, sempre, contra essa vontade. 
E, o jantar de amigas, planeado com tantos momentos hilariantes, teve momentos muito bons.
É importante a convivência num ambiente descontraído.
Um copo agora, outro depois, faces rosadas, cabeça redopiando, tenho que tentar com mais frequência... não, não pode ser, pode tornar-se hábito. 
Serviu para soltar um pouco a língua, o suficiente.
Momentos que ficam, fotos que se guardam.
Algumas, bem tiradas, outras, nem por isso. 
Conversas que serão recordadas.
Perguntas que surgem.
E para o ano, como será?